Ensinar com ou para a IA? Desafios da profissão docente no Ensino Médio em escolas estaduais paulistas
| dc.contributor.advisor | Azzari, Eliane Fernandes | |
| dc.contributor.author | Pereira, Suéllen Roberta de Carvalho | |
| dc.date.accessioned | 2026-09-11T19:36:08Z | |
| dc.date.issued | 2026-06-26 | |
| dc.description.abstract | Esta pesquisa está alinhada ao trabalho desenvolvido no GEdTecs (Grupo de Pesquisa Educação e Tecnologias, DGP/CNPq) e vinculada à linha de pesquisa "formação de professores e práticas pedagógicas". Nasceu da inquietação diante do lugar central que a Inteligência Artificial e os modelos de Inteligência Artificial Generativa vêm ocupando nas discussões sobre seu impacto no campo educacional, especialmente nas escolas públicas estaduais, onde sua utilização não ocorre de maneira homogênea, dadas as diferentes realidades escolares, sociais, culturais e de formação docente. O objetivo geral foi compreender como professores do Ensino Médio de escolas estaduais no interior do Estado de São Paulo estão enfrentando os desafios oferecidos pela inserção de tecnologias fundamentadas em soluções de Inteligência Artificial em suas atividades, tendo como objetivos específicos identificar os sentidos que os docentes atribuem a essa tecnologia e explorar o potencial das Oficinas Dialógicas como espaços de formação continuada, promovendo discussões e reflexões sobre as dinâmicas decorrentes de sua presença nas práticas pedagógicas. Para tanto, foi desenvolvida uma Pesquisa-ação colaborativa, de abordagem qualitativa e orientada pela perspectiva dialógica bakhtiniana, por meio da realização de Oficinas Dialógicas com professores do Ensino Médio de duas escolas públicas estaduais da cidade de Mogi Guaçu, interior do Estado de São Paulo. Os resultados revelaram que os desafios enfrentados pelos professores com a chegada da Inteligência Artificial em suas práticas advêm sobretudo, de experiências de exclusão do processo decisório: a tecnologia chega anunciada pelo outro: pelos alunos, pela gestão e pelos documentos institucionais, antes de ser apropriada e discutida por quem ensina, configurando-se como presença imposta, como ameaça ao aprendizado, como território fora do controle pedagógico e como fonte de obrigação e desorientação. Esses sentidos se instalam em um contexto de vazio formativo estrutural, no qual os professores distinguem com clareza uma formação genuína de seus substitutos, tutoriais técnicos, manuais de uso e cobranças por desempenho em plataformas, e constroem sua própria formação entre pares, nas brechas que o sistema deixa. As Oficinas Dialógicas revelaram que, quando há espaço para a palavra, compreendida aqui em sentido bakhtiniano, como enunciado vivo que provoca, desloca e transforma, emergem capacidade crítica, criatividade e resistência, funcionando como antídoto ao vazio formativo e como condição para que os professores se constituam como sujeitos do processo, e não apenas executores de tecnologias que chegam prontas. Conclui-se que o problema central identificado não é a Inteligência Artificial em si, mas a ausência de condições para que os professores se apropriem criticamente de qualquer inovação que atravessa sua profissão e que o diálogo, quando existe, transforma tanto os participantes quanto as pesquisadoras, cujos saberes foram construídos com os professores e não sobre eles. | pt |
| dc.description.abstract | Abstract This research is aligned with the work developed at GEdTecs (Grupo de Pesquisa Educação e Tecnologias, DGP/CNPq) and is linked to the research line "teacher education and pedagogical practices." It arose from a concern regarding the central place that Artificial Intelligence and Generative Artificial Intelligence models have been occupying in discussions about their impact on the educational field, especially in state public schools, where their use does not occur homogeneously, given the different school, social, cultural, and teacher education realities. The general objective was to understand how High School teachers from state schools in the countryside of the State of São Paulo are facing the challenges posed by the insertion of technologies grounded in Artificial Intelligence solutions in their activities, with the specific objectives of identifying the meanings that teachers attribute to this technology and exploring the potential of Dialogic Workshops as spaces for continuing education, promoting discussions and reflections on the dynamics arising from its presence in pedagogical practices. To this end, a collaborative Action Research was developed, with a qualitative approach and guided by the Bakhtinian dialogic perspective, through the conduction of Dialogic Workshops with High School teachers from two state public schools in the city of Mogi Guaçu, in the countryside of the State of São Paulo. The results revealed that the challenges faced by teachers with the arrival of Artificial Intelligence in their practices stem, above all, from experiences of exclusion from the decision-making process: the technology arrives announced by the other — by students, by management, and by institutional documents — before being appropriated and discussed by those who teach, configuring itself as an imposed presence, as a threat to learning, as a territory outside pedagogical control, and as a source of obligation and disorientation. These meanings settle within a context of structural formative emptiness, in which teachers clearly distinguish genuine training from its substitutes — technical tutorials, user manuals, and demands for performance on platforms — and build their own training among peers, in the gaps left by the system. The Dialogic Workshops revealed that, when there is space for the word, understood here in the Bakhtinian sense as a living utterance that provokes, displaces, and transforms, critical capacity, creativity, and resistance emerge, functioning as an antidote to the formative emptiness and as a condition for teachers to constitute themselves as subjects of the process, rather than mere executors of technologies that arrive ready-made. It is concluded that the central problem identified is not Artificial Intelligence itself, but the absence of conditions for teachers to critically appropriate any innovation that crosses their profession, and that dialogue, when it exists, transforms both the participants and the researchers, whose knowledge was built with the teachers and not about them. | en |
| dc.description.sponsorship | Não recebi financiamento | |
| dc.identifier.citation | PEREIRA, Suéllen Roberta de Carvalho. Ensinar com ou para a IA? Desafios da profissão docente no Ensino Médio em escolas estaduais paulistas. 2026. 261 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Escola de Ciências Humanas, Jurídicas e Sociais, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2026. | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/handle/123456789/5683 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) | |
| dc.subject | Inteligência Artificial Generativa | pt |
| dc.subject | Formação de Professores | pt |
| dc.subject | Educação Básica | pt |
| dc.subject | Oficinas Dialógicas | pt |
| dc.subject | Generative Artificial Intelligence | en |
| dc.subject | Teacher Education | en |
| dc.subject | Basic Education | en |
| dc.subject | Dialogic Workshops | en |
| dc.title | Ensinar com ou para a IA? Desafios da profissão docente no Ensino Médio em escolas estaduais paulistas | |
| dc.type | Dissertação | |
| person.identifier.orcid | 0000-0003-3861-0712 | |
| puc.Escola | Escola de Ciências Humanas, Jurídicas e Sociais | |
| puc.graduateProgram | Educação | |
| puc.program.code | 33006016005P7 | |
| puc.referee | Carvalho, Jaciara de Sá | |
| puc.referee | Silva, Paulo Roberto Boa Sorte | |
| puc.refereeLattes | 3247538196614621 | |
| puc.refereeLattes | 0116830050245232 | |
| puc.undergraduateProgram | Não se aplica |
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