Repositório Institucional PUC-Campinas

O objetivo do Repositório Institucional PUC-Campinas é armazenar e preservar a produção científica, técnica, administrativa e artística da Universidade, promovendo o acesso aberto e contribuindo com a divulgação dos trabalhos e pesquisas desenvolvidos na PUC-Campinas.

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      • Item type:Item, Access status: Acesso aberto ,
        Empresas sociais e governo: o papel das políticas públicas no Brasil
        (Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), 2025-12-17) Domingues, Thais Martins; Sugahara, Cibele Roberta
        O objetivo desta pesquisa foi examinar as políticas públicas brasileiras para viabilização das empresas sociais a fim de contribuir para o impulsionamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Para isso, a pesquisa identificou as políticas públicas existentes no Brasil que viabilizam a atuação das empresas sociais e os desafios e estratégias na prática de implementação. Por último, este trabalho traz uma análise sobre a relação dos instrumentos de políticas públicas orientados às empresas sociais e os ODS da Agenda 2030. A pesquisa é aplicada, exploratória e qualitativa, conduzida por meio de pesquisa de campo com análise de conteúdo. A partir da triangulação com a literatura acadêmica em parcerias, problemas complexos (wicked problems), políticas públicas, empresas sociais e localização dos ODS, a pesquisa contribui com a identificação e refinamento do entendimento do arcabouço de instrumentos de políticas públicas sobre empresas sociais reconhecidos no Brasil; na identificação dos desafios e práticas em nível técnico e organizacional, comunicacional e estrutural e cultural; e análise do papel das políticas públicas e do governo, com destaque para quatro dimensões: fomentar estruturas de apoio ao ecossistema; transformar o papel com apoio dos negócios rumo à inovação social; regular, promover autorregulação e operar como agente de indução do comportamento empresarial e como articulador e gestor de parcerias. A pesquisa evidencia que as empresas sociais em parcerias com o governo atuam em complementaridade e adicionalidade na geração do valor público e na promoção do desenvolvimento sustentável. Como contribuição final, a pesquisa identifica diretrizes estratégicas com potencial de nortear o desenvolvimento, consolidação e implementação das políticas públicas voltadas à viabilização das empresas sociais no Brasil.
      • Item type:Item, Access status: Acesso aberto ,
        Sustentabilidade ambiental e saúde pública: estudo da gestão de resíduos de serviços de saúde em um hospital privado do interior de São Paulo
        (Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), 2026-02-26) Muniz, Sônia Regina Barreto; Benedicto, Samuel Carvalho De
        É notório que a temática da sustentabilidade é discutida em vários âmbitos da sociedade. As organizações, por sua vez, estão assumindo um papel importante na redução do impacto ambiental causado por suas atividades. Tendo em vista as organizações de serviços de saúde, a responsabilidade se torna ainda maior, haja vista que a produção de resíduos de serviço de saúde (RSS) merece devida atenção dos gestores, pois se os mesmos forem tratados ou descartados de forma incorreta, podem trazer danos desastrosos tanto ao meio ambiente, quanto à saúde pública. Faz-se, portanto, necessário que as prestadoras de serviços de saúde elaborem um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde (PGRSS) adequado, para que gerenciamento dos resíduos seja realizado de forma correta, protegendo não só a integridade do pessoal envolvido no processo, quanto da vida no planeta. O objetivo deste estudo foi analisar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) de um hospital privado do estado de São Paulo, identificando as ações adotadas para mitigar os impactos socioambientais durante o ciclo dos resíduos e a promoção de práticas ambientalmente sustentáveis e de saúde pública. Esta pesquisa possui natureza aplicada e segue uma abordagem qualitativa. Os procedimentos de coleta de dados envolvem levantamento documental e bibliográfico, entrevistas e observação não participativa. Foi realizado um estudo de caso em um hospital privado localizado no interior do estado de São Paulo, com aplicação de entrevista semiestruturada aos gestores dos setores de qualidade, enfermagem, higiene e limpeza, bem como a empresa que realiza a coleta, transporte e destino final dos resíduos. O estudo evidenciou que o PGRSS do hospital estudado atende, em grande parte, às diretrizes técnicas e normativas vigentes, demonstrando um comprometimento da instituição, integração entre setores e adoção de práticas de monitoramento e controle, tais como auditorias realizadas por uma Comissão de Gerenciamento de Resíduos. Os resultados mostraram iniciativas relevantes, como o aumento da segregação de resíduos recicláveis, parceria com empresas ambientalmente responsáveis, que fazem uso de tecnologias sustentáveis, como a pirólise para resíduos perfurocortantes, bem como uma estação interna de tratamento de efluentes químicos, práticas estas alinhadas a RDC nº 222/2018. No entanto, também foram identificadas algumas limitações operacionais e gerenciais, especialmente no que tange a falhas na segregação, ausência de padronização dos protocolos, insuficiência de treinamentos contínuos, em especial no setor de enfermagem, bem como fragilidades na sistematização de auditorias. Conclui-se, portanto, que embora o PGRSS contribua para a sustentabilidade ambiental e a promoção da saúde pública, seu fortalecimento depende de aprimoramentos estruturais, adoção de princípios ESG, educação continuada e uso sistemático de indicadores de desempenho, consolidando-o como instrumento estratégico de gestão ambiental hospitalar.
      • Item type:Item, Access status: Acesso aberto ,
        Da fragmentação à governança integrada: o papel mimético do Estado para a sustentabilidade empresarial efetiva no Brasil
        (Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), 2026-02-27) Gonzalez, Samuel Marchi; Castañeda-Ayarza, Juan Arturo
        A incorporação dos critérios ambientais, sociais e de governança (ASG) às práticas empresariais tornou-se central no debate sobre desenvolvimento sustentável, especialmente diante das limitações de abordagens voluntárias e da crescente pressão por respostas regulatórias mais eficazes. Nesse contexto, a literatura acadêmica destaca a importância do papel estatal em países em desenvolvimento, como o Brasil, marcados por heterogeneidade empresarial, assimetrias institucionais e desafios na implementação de políticas públicas. Para contribuir com esse debate, disposto na linha de pesquisa ciência, sociedade, políticas públicas e sustentabilidade do programa de mestrado em sustentabilidade da Puc-Campinas, este estudo objetiva identificar quais são as limitações atuais e quais os aspectos chave para que o Estado, a nivel federal, efetivamente promova a sustentabilidade empresarial no Brasil. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e analítico, combinando diferentes estratégias metodológicas. Foram analisadas políticas públicas e leis relacionadas à sustentabilidade corporativa no país, além de experiências internacionais e evidências empíricas de países em desenvolvimento. Adicionalmente, utilizou-se o método Delphi, em múltiplas rodadas, com especialistas das áreas de direito, economia e gestão/administração, com base nas leis e exemplos internacionais coletados, com o objetivo de identificar padrões de convergência e hierarquizar oportunidades de aprimoramento compatíveis com a realidade brasileira. Os resultados indicam convergência entre as diferentes fontes de evidência quanto à maior efetividade de políticas públicas estruturadas como arranjos integrados, em comparação com instrumentos isolados ou puramente voluntários. Entre os elementos apontados como essenciais, destacam-se a definição de obrigações graduais, o uso de incentivos vinculados a contrapartidas verificáveis e a presença de mecanismos de fiscalização e sanção. No caso brasileiro, embora exista um arcabouço normativo relativamente amplo, ele se mostra fragmentado e com baixa capacidade de indução devido à limitada articulação institucional e à ausência de mecanismos claros de enforcement. A análise da proposta de taxonomia brasileira mostra avanços importantes ao contribuir para a definição de critérios objetivos e para o aumento da comparabilidade entre empresas a fim de ampliar a clareza das informações. No entanto, sua efetividade tende a ser restrita se não estiver conectada aos elementos aqui apontados como essenciais. Ao dialogar com a teoria institucional, os resultados indicam que, de fato, as respostas das empresas a instrumentos semelhantes variam de acordo com o porte, setor, localização e vínculos institucionais e corroboram a importância da utilização de pressões coercitivas, miméticas e normativas de forma combinada. Assim, os resultados reforçam o papel estratégico do Estado, como regulador, indutor e referência prática, sobretudo em contextos de instabilidade institucional, e indicam que o aprimoramento das políticas públicas brasileiras de sustentabilidade corporativa depende menos da criação de novos instrumentos formais e mais da integração, coordenação e fortalecimento daqueles já existentes. Como contribuição prática, os achados podem orientar o redesenho de instrumentos regulatórios, como obrigações de reporte e incentivos fiscais, tornando-os mais eficazes e sensíveis às particularidades do contexto brasileiro. Também oferecem subsídios para decisões de governança em instâncias interministeriais e fóruns de coordenação federativa, com potencial de fortalecer políticas já existentes por meio de maior integração e alinhamento entre órgãos públicos.
      • Item type:Item, Access status: Acesso aberto ,
        O uso de Tecnologias de Informação e Comunicação para a gestão sustentável dos recursos hídricos
        (Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), 2026-10-05) Castro, Sabrina Louzada de Azevedo; Falsarella, Orandi Mina
        As mudanças climáticas têm provocado eventos extremos como secas prolongadas, chuvas intensas e inundações muito acima da média. Esses fenômenos geram prejuízos incalculáveis para a população e para os governos, afetando diretamente a segurança hídrica, já que comprometem a disponibilidade de água em quantidade e qualidade. Diante desse cenário, torna-se fundamental monitorar a segurança hídrica com base em indicadores, cuja coleta, processamento e análise podem ser aprimorados pelo uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Este projeto de pesquisa de caráter interdisciplinar, desenvolvido em parceria com a Agência das Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), tem como objetivo reunir e analisar informações acadêmicas sobre o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação inovadoras que possam ser utilizadas para o monitoramento da segurança hídrica. A pesquisa é de natureza aplicada, com abordagem exploratória e descritiva e adota procedimentos quantitativos e qualitativos que teve como desafio metodológico integrar revisão sistemática da literatura científica, pesquisa documental e consultas a especialistas. Como resultados, foram identificadas e sistematizadas Tecnologias da Informação e Comunicação inovadoras aplicáveis ao monitoramento da segurança hídrica, bem como os principais indicadores utilizados, as tecnologias atualmente empregadas por especialistas, aquelas com potencial de aplicação e as principais dificuldades relacionadas à sua implementação. A integração entre as evidências da literatura e a percepção dos especialistas possibilitou a elaboração de recomendações para subsidiar o monitoramento da segurança hídrica em bacias hidrográficas. Conclui-se que as TICs apresentam maior potencial quando organizadas de forma integrada. O monitoramento automatizado da segurança hídrica depende de uma arquitetura capaz de articular as tecnologias que, nessa perspectiva, podem transformar dados dispersos em informações úteis, favorecendo diagnósticos mais rápidos, previsões mais consistentes e decisões mais fundamentadas e fornecendo um suporte mais eficiente à tomada de decisão na gestão sustentável dos recursos hídricos.
      • Item type:Item, Access status: Acesso aberto ,
        Tecnologias da Informação e Comunicação inovadoras para o monitoramento da segurança hídrica: análise a partir de entrevistas com especialistas que atuam na área de gestão de recursos hídricos
        (Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), 2026-10-05) Andrade, Rosemeire Diniz Pereira; Falsarella, Orandi Mina
        Atualmente em função das mudanças climáticas temos vivenciado crises hídricas cada vez mais constantes, causando prejuízos incalculáveis. Nesse contexto, há impactos na segurança hídrica, uma vez que há dificuldade de garantir água em quantidade e qualidade para os seres vivos e para que pessoas e empresas possam desenvolver suas atividades produtivas. Assim, o monitoramento da segurança hídrica torna-se essencial para apoiar a gestão dos recursos hídricos, e as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) destacam-se como importantes ferramentas para a coleta, integração e análise de informações. Esta pesquisa, de caráter interdisciplinar, desenvolvida em parceria com a Agência das Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), teve como objetivo conhecer a percepção de especialistas que atuam na área de segurança hídrica sobre a aplicabilidade, as potencialidades e as limitações do uso das TICs para o monitoramento da segurança hídrica a partir do uso de indicadores. A pesquisa caracteriza-se como aplicada, exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa e quantitativa. Os dados foram obtidos por meio de pesquisa bibliográfica e documental e de entrevistas semiestruturadas realizadas com 33 especialistas de diferentes instituições que atuam na gestão de recursos hídricos. Os resultados evidenciaram que os especialistas reconhecem as TICs como ferramentas essenciais para o monitoramento da segurança hídrica, destacando a Inteligência Artificial (IA), o Sensoriamento Remoto (SR), a Internet das Coisas (IoT), o Big Data e os Sistemas de Apoio à Decisão (SAD). Essas tecnologias permitem o monitoramento em tempo real, a integração de dados e o apoio à tomada de decisão. Entretanto, sua efetividade depende da disponibilidade de dados confiáveis, da infraestrutura tecnológica, da capacitação dos profissionais e da integração entre as instituições. Conclui-se que as TICs possuem elevado potencial para fortalecer o monitoramento da segurança hídrica e contribuir para uma gestão dos recursos hídricos mais eficiente, integrada e sustentável, desde que utilizadas de forma articulada com indicadores, dados confiáveis e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da governança da água.

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