Leishmaniose Visceral Canina No Brasil

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Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)

Resumo

A leishmaniose visceral canina é uma zoonose de notificação obrigatória de grande importância na saúde animal e humana, apresentando ampla distribuição geográfica. Antigamente, era considerada uma enfermidade exclusivamente de áreas rurais, entretanto nas últimas décadas houve, principalmente, alterações socioambientais que possibilitaram o avanço do vetor em direção às áreas periurbanas e grandes centros. A transmissão dessa doença ocorre através do protozoário Leishmania, sendo a espécie de maior importância no continente americano, a L. chagasi. O vetor responsável por transmitir tal protozoário é o Lutzomyia, sendo o mais comum no continente brasileiro o L. longipalpis, conhecido popularmente como tatuquiras, birigui e mosquito-palha. São diversos os sinais clínicos presentes nos cães infectados, não havendo um sinal patognomônico da doença, o que faz com que o diagnóstico da leishmaniose visceral canina seja um grande desafio. O diagnóstico pode ser realizado através de testes sorológicos, moleculares e parasitológicos. O tratamento da doença é uma questão polêmica, podendo ser realizada a eutanásia de cães soropositivos ou o tratamento medicamentoso, no qual este último é geralmente prolongado, de custo elevado e com possibilidade de recidivas. Além disso, não há cura parasitológica para os cães infectados, fazendo com que o animal ainda seja uma fonte de infecção e, por isso, a prevenção é um aspecto de extrema importância no controle desta doença.
Abstract Canine visceral leishmaniasis is a notifiable zoonosis of great importance to animal and human health, with a wide geographical distribution. It used to be considered a disease exclusively found in rural areas, but in recent decades there have been socio-environmental changes that have allowed the vector to spread to peri-urban areas and large cities. This disease is transmitted by the protozoan Leishmania, the most important species on the American continent being L. chagasi. The vector responsible for transmitting this protozoan is Lutzomyia, the most common of which on the Brazilian continent is L. longipalpis, popularly known as tatuquiras, birigui and mosquito-palha. There are several clinical signs present in infected dogs, and there is no pathognomonic sign of the disease, which makes the diagnosis of canine visceral leishmaniasis a major challenge. Diagnosis can be carried out using serological, molecular and parasitological tests. The treatment of the disease is a controversial issue, and seropositive dogs can be euthanized or treated with medication, the latter of which is generally prolonged, expensive and has the possibility of recurrences. In addition, there is no parasitological cure for infected dogs, so the animal is still a source of infection, which is why disease prevention is an extremely important aspect of disease control.

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