A crítica de derrida à noção de animalidade: uma análise da objetificação do animal
| dc.contributor.advisor | Pozzebon, Paulo Moacir Godoy | |
| dc.contributor.author | Vasques, Anderson Roberto | |
| dc.date.accessioned | 2026-03-20T17:27:58Z | |
| dc.date.issued | 2025-12-01 | |
| dc.description.abstract | Este projeto aborda a crítica do filósofo Derrida à noção de animalidade e como a tradição ocidental concebe os animais como inferiores aos humanos. Através da análise de Derrida, em O animal que logo sou, destaca-se como o olhar do animal, no caso, o gato, nos leva a questionar a superioridade humana e a refletir sobre a exclusão dos animais da esfera ética e da linguagem, propondo uma ética que os reconheça como “outros” legítimos e não como objetos ou recursos. A tradição filosófica ocidental, por meio de Aristóteles, Descartes e Heidegger, em suas respectivas épocas, antiga, moderna e contemporânea, apresenta os animais de forma hierárquica: para Aristóteles são inferiores por não possuírem razão; para Descartes, máquinas sem alma e consciência; e para Heidegger, “pobres de mundo”, sem acesso à linguagem e a existência autêntica. Assim, através desses pensadores renomados, o humano é colocado em uma posição de superioridade em relação aos animais. Entretanto, a adoção de uma postura solidária em relação aos animais pode reconduzir um reconhecimento de seus direitos, à proteção contra práticas cruéis e a promoção de uma visão mais sustentável e respeitosa com o mundo. Exemplos concretos dessa mudança incluem: a decisão da Suíça de proibir o cozimento de lagostas vivas, reconhecendo sua capacidade de sentir dor; a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro que declarou a inconstitucionalidade da vaquejada por sua crueldade; e a encíclica “Laudato Si”, do Papa Francisco, que defende uma “ecologia integral” valorizando todos os seres vivos. Esses exemplos evidenciam a transformação de um pensamento hierárquico construído pela tradição filosófica ocidental e uma abordagem mais inclusiva e respeitosa com o diferente. Dessa forma, a filosofia de Derrida nos convida a repensar a relação humano-animal, propondo uma ética inclusiva que reconheça a dignidade de todas as formas de vida. | |
| dc.description.abstract | This project addresses Jacques Derrida’s critique of the notion of animality and how Western tradition conceives animals as inferior than humans. Through Derrida’s analysis in The Animal That Therefore I Am, it is highlighted how the gaze of the animal — in this case, the cat — leads us to question human superiority and to reflect on the exclusion of animals from the ethical and linguistic sphere, proposing an ethics that recognizes them as legitimate “others” rather than as objects or resources. Western philosophical tradition, through Aristotle, Descartes, and Heidegger, in their respective periods — ancient, modern, and contemporary — presents animals hierarchically: for Aristotle, they are inferior for lacking reason; for Descartes, they are machines without soul or consciousness; and for Heidegger, “poor in world,” without access to language and authentic existence. Thus, through these renowned thinkers, humans are placed in a position of superiority over animals. However, adopting a compassionate stance toward animals can lead to the recognition of their rights, protection against cruel practices, and the promotion of a more sustainable and respectful vision of the world. Concrete examples of this shift include Switzerland’s decision to ban the boiling of live lobsters, acknowledging their capacity to feel pain; the Brazilian Supreme Federal Court’s ruling that declared vaquejada unconstitutional due to its cruelty; and Pope Francis’s encyclical Laudato Si, which defends an “integral ecology” that values all living beings. These examples demonstrate the transformation of a hierarchical view constructed by Western philosophical tradition into a more inclusive and respectful approach to difference. In this way, Derrida’s philosophy invites us to rethink the human-animal relationship, proposing an inclusive ethics that recognizes the dignity of all forms of life. | |
| dc.identifier.citation | VASQUES, Anderson Roberto. A crítica de derrida à noção de animalidade: uma análise da objetificação do animal. 2025. 37 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Filosofia) - Faculdade de Filosofia, Escola de Ciências Humanas, Jurídicas e Sociais, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2025. | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/handle/123456789/4577 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) | |
| dc.subject | Animalidade | |
| dc.subject | Derrida | |
| dc.subject | Direitos animais | |
| dc.subject | Ética animal | |
| dc.subject | Sustentabilidade | |
| dc.subject | Animality | |
| dc.subject | Animal Rights | |
| dc.subject | Animal Ethics | |
| dc.subject | Sustainability | |
| dc.title | A crítica de derrida à noção de animalidade: uma análise da objetificação do animal | |
| dc.type | Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) | |
| person.identifier.lattes | 2933911816378098 | |
| puc.Escola | Escola de Ciências Humanas, Jurídicas e Sociais | |
| puc.graduateProgram | Não se aplica | |
| puc.undergraduateProgram | Filosofia |
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