Sustentabilidade urbana: mobilidade cicloviária, mudanças climáticas e saúde
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Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
Resumo
As cidades desempenham um papel muito significativo nas emissões de GEE, consumindo mais da metade da energia primária mundial. Estudos mostram que a união do crescimento populacional com o uso intenso de veículos motorizados contribui para aumentar as emissões de GEE no ambiente urbano. Diante desse contexto, o uso de transporte não motorizado tem sido apontado em vários estudos como alternativa de transporte e elemento promotor da saúde pública nas cidades. A cidade de Campinas-SP, com mais de um milhão de habitantes, sendo industrializada e fazendo uso intenso de veículos motorizados se encontra cada vez mais exposta às intempéries. Este estudo tem como objetivo avaliar a atual mobilidade cicloviária na cidade de Campinas/SP e propor políticas públicas visando à ampliação da mesma com foco numa mobilidade mais sustentável e na promoção da qualidade de vida e da saúde coletiva. O estudo é de natureza aplicada, possui uma abordagem qualitativa e seu objetivo estratégico é o estudo de caso. A coleta de dados é documental e bibliográfica. Para a concretização da coleta de dados foram utilizados documentos e materiais bibliográficos tais como: i) Lei nº 13.288/2008 - Criação do Sistema Cicloviário no Município de Campinas; ii) Lei nº 16.022/2020 - Política Municipal de Enfrentamento dos Impactos da Mudança do Clima e da Poluição Atmosférica de Campinas; iii) Plano de Ação Climática Integrada de Campinas/SP – PLAC, elaborado em 2023; iv) Decreto nº 23.435/2024 - Implantação do Plano de Ação Climática Integrada de Campinas/SP – PLAC; v) Documentos públicos da Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (SECLIMAS); vi) Materiais bibliográficos diversos. Os resultados apontam que, apesar dos avanços na legislação e no planejamento cicloviário, a efetiva implementação de políticas públicas que priorizem a mobilidade cicloviária em Campinas ainda enfrenta desafios. Há a necessidade de maior integração entre as políticas de mobilidade, meio ambiente e saúde, bem como a importância de investimentos contínuos em infraestrutura cicloviária segura e conectada com outros modais de transporte. Além disso, destaca-se a urgência de ações que promovam a conscientização e a mudança de comportamento da população em relação ao uso da bicicleta como meio de transporte sustentável e promotor da saúde coletiva.
