A experiência vivida de ludoterapeutas centradas na criança sobre atendimentos on-line

dc.contributor.advisorCury, Vera Engler
dc.contributor.authorRibeiro, Gabriela Di Paula Dias
dc.date.accessioned2026-04-07T20:00:17Z
dc.date.issued2026-02-10
dc.description.SponsorshipID001
dc.description.abstractEsta pesquisa objetivou compreender e interpretar fenomenologicamente a experiência vivida de ludoterapeutas centradas na criança sobre atendimentos on-line. A Ludoterapia Centrada na Criança requer diversos recursos, incluindo espaço físico adequado e uma variedade de materiais lúdicos disponibilizados durante os atendimentos. A necessidade de confinamento social, em decorrência da eclosão da pandemia causada pelo vírus COVID-19, estimulou a demanda pela realização de sessões de psicoterapia por intermédio de tecnologias digitais, impulsionando os psicólogos ou as psicólogas a uma adaptação aos atendimentos on-line. A presente pesquisa foi desenvolvida como um estudo qualitativo, empírico, de natureza exploratória, teoricamente orientado pelos pressupostos da Abordagem Centrada na Pessoa. Epistemologicamente apoia-se no método fenomenológico desenvolvido pelo filósofo Edmund Husserl, bem como nas contribuições atuais da filósofa italiana Angela Ales Bello. Os procedimentos investigativos incluíram três momentos: inicialmente, foram realizados encontros dialógicos individuais entre a pesquisadora e cada uma das participantes, de forma remota, por meio da plataforma Teams. Foram realizados sete encontros dialógicos com ludoterapeutas que possuíam formação em ludoterapia centrada na criança, com no mínimo três anos de experiência clínica, e que realizavam atendimentos on-line com crianças. A pesquisadora facilitou, desde o primeiro contato com as participantes, a construção de um ambiente dialógico acolhedor e empático para que elas pudessem compartilhar suas experiências acerca do fenômeno estudado. A questão norteadora que abriu cada encontro foi: “como tem sido para você a experiência de atender crianças on-line?”. O segundo momento aconteceu após cada encontro, com a elaboração, pela pesquisadora, de uma narrativa compreensiva contendo suas impressões, ideias e sentimentos acerca da conversa mantida com a participante, a fim de descrever e compreender os sentidos singulares da experiência vivida a partir de um encontro intersubjetivo. Finalizada a escrita de todas as narrativas compreensivas, o terceiro momento consistiu na elaboração, por parte da pesquisadora, de uma narrativa síntese, contendo os elementos estruturantes do fenômeno em foco. Os elementos que emergiram foram: (1) entrar em um quarto escuro e ser guiada pela criança; (2) estar disponível e em movimento constante para manter-se em contato psicológico com a criança; (3) ludoterapeuta e criança constroem um lugar de encontro e o habitam pela via de uma relação afetiva que possibilita o crescimento psicológico da criança. Conclui-se que a ludoterapia centrada na criança na modalidade on-line demanda uma construção compartilhada entre ludoterapeuta, criança e família. Para que o processo terapêutico seja desencadeado, faz -se necessário um manejo adequado para estruturar a sala virtual que antecede a dinâmica relacional dos encontros da terapeuta com a criança. Por sua vez, a relação terapeuta-cliente nessa modalidade on-line supõe que as três atitudes facilitadoras propostas por Carl Rogers - compreensão empática, consideração positiva incondicional e congruência - tenham que ser criativamente reinventadas pela ludoterapeuta para se adequarem a um ambiente que se materializa virtualmente e que impõe flexibilidade às circunstâncias e abertura ao inusitado para além do acontecer clínico tradicional.
dc.description.abstractThis study aimed to understand the lived experience of child-centered play therapists in relation to conducting online therapy sessions. Child-centered play therapy traditionally requires specific conditions, including an appropriate physical setting and the available of diverse play materials during sessions. The social confinement imposed by the COVID-19 pandemic led to a significant increase in psychotherapy delivered through digital technologies, requiring psychologists to adapt their clinical practices to online modalities. This qualitative, empirical, and exploratory study was theoretically grounded in the Person-Centered Approach proposed by Carl Rogers. Epistemologically informed by the phenomenological method developed by philosopher Edmund Husserl, along with contemporary contributions from the Italian philosopher Angela Ales Bello. The research process comprised three methodological moments. First, individual dialogical encounters were conducted remotely via the Microsoft Teams platform between the researcher and each participant. Seven play therapists participated, all of whom had formal training in child-centered play therapy, at least three years of clinical experience, and experience providing online therapy, at least three years of clinical experience, and experience providing online therapy to children. From the initial contact, the researcher fostered a welcoming and empathic dialogical environment, enabling participants to share their lived experiences of the phenomenon under investigation. Each encounter was initiated with the guiding question: “How has your experience of providing online therapy to children been?” The second methodological moment involved the researcher’s elaboration of a comprehensive narrative following each encounter, capturing impressions, ideas, and feelings about the conversation held with the participant, to describe and understand the singular meanings of the lived experience arising from an intersubjective encounter. In the third moment, a synthesis narrative was developed, integrating the structural elements that emerged across all narratives. The elements that emerged were: (1) entering a dark room and being guided by the child; (2) being available and in constant movement to maintain psychological contact with the child; and (3) Play therapist and child create a place of encounter and inhabit it through an affective relationship that enables the child’s psychological growth. It’s concluded that child-centered play therapy in the online modality requires a shared construction between the play therapist, the child, and the family. For the therapeutic process to be initiated, appropriate management is necessary to structure the virtual playroom, which precedes the relational dynamics of the encounters between the therapist and the child. In turn, the therapist-client relationship in the online modality presupposes that the three facilitative attitudes proposed by Carl Rogers – empathic understanding, unconditional positive regard, and congruence – must be creatively reinvented by the play therapist so that they can adapt to an environment that materializes virtually and that demands flexibility in the circumstances and openness to the unexpected beyond the traditional clinical encounter.
dc.description.abstractEsta investigación tuvo como objetivo comprender la experiencia de terapeutas de juego que trabajan desde el enfoque de la Terapia Centrada em la Persona en el contexto de la atención psicológica a la infancia en la modalidade en línea. La terapia de juego centrada en el niño requiere diversos recursos, entre ellos un espacio físico adecuado y una amplia variedad de materiales lúdicos disponibles durante las sesiones. La necesidad de confinamiento social derivada de la irrupción de la pandemia provocada por el virus COVID-19 impulsó la demanda de sesiones de psicoterapia mediadas tecnologías digitales, lo que exigió a los psicólogos o las psicólogas un proceso de adaptación a la atención psicológica en línea. El presente estudio se desarrolló como una investigación cualitativa, empírica y de carácter exploratorio, orientada teóricamente por los presupuestos del Enfoque Centrado en la Persona, propuesto por Carl Rogers. Desde el punto de vista epistemológico, se sustenta en el método fenomenológico desarrollado por el filósofo Edmund Husserl, así como en los aportes contemporâneos de la filósofa italiana Angela Ales Bello. Los procedimientos investigativos se estructuraron en tres momentos. En el primero, se llevaron a cabo encuentros dialógicos individuales entre la investigadora y cada una de las participantes, de manera remota, a través de la plataforma Teams. Se realizaron siete encuentros dialógicos con lterapeutas con formación en Terapia de Juego centrada en el Niño, con un mínimo de tres años de experiencia clínica, y que realizan atención psicológica en línea con niños. Desde el primer contacto, la investigadora promovió la construcción de un entorno dialógico acogedor y empático, que posibilitara el intercambio de experiencias em relación con el fenómeno estudiado. La pregunta orientadora que abrió cada encuentro fue: «¿Cómo ha sido para usted la experiencia de trabajar com niños en línea?». El segundo momento tuvo lugar tras cada encuentro, mediante la elaboración, por parte de la investigadora, de una narrativa comprensiva que recogía sus impresiones, ideas y sentimientos acerca del diálogo sostenido con cada participante, con el propósito de describir y compreender los sentidos singulares de la experiencia vivida a partir de un encuentro intersubjetivo. Una vez finalizada la redacción de todas las narrativas comprensivas, el tercer momento consistió en la elaboración de una narrativa síntesis que contenía los elementos estructurantes del fenómeno investigado. Los elementos que surgieron fueron: (1) ingresar en una habitación oscura y ser guiada por la niña o el niño; (2) mantenerse disponible y en constante movimento para sostener el contacto psicológico con el niño; y (3) La terapeuta y la niña o el niño construyen un lugar de encuentro y lo habitan por medio de una relación afectiva que posibilita el crecimiento psicológico infantil. Se concluye que la terapia de juego centrada en el niño en la modalidade en línea requiere una Construcción compartida entre la ludoterapeuta, el niño y la família. Para que el processo terapêutico se ponga em marcha, es necessário un manejo adecuado para estructurar la sala de juego virtual, que antecede la dinâmica relacional de los encuentros entre la terapeuta y el niño. A su vez, la relación terapeuta-cliente en esta modalidad em línea supone que las três actitudes facilitadoras propuestas por Carl Rogers – comprensión empática, consideración positiva incondicional y congruência – deben ser creativamente reinventadas por la ludoterapeuta para adaptarse a un entorno que se materializa virtualmente y que exige flexibilidad ante las circunstancias y apertura a lo inesperado, más allá del acontecer clínico tradicional.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.identifier.citationRIBEIRO, Gabriela Di Paula Dias. A experiência vivida de ludoterapeutas centradas na criança sobre atendimentos on-line. 2026. 152 f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Escola de Ciências da Vida, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2026.
dc.identifier.urihttps://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/handle/123456789/4611
dc.language.isopt
dc.publisherPontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
dc.subjectludoterapia centrada na criança
dc.subjectintervenção psicológica on-line
dc.subjectprevenção e intervenção psicológica
dc.subjectAbordagem Centrada na Pessoa
dc.subjectpesquisa fenomenológica
dc.subjectchild-centered play therapy
dc.subjectonline psychological intervention
dc.subjectpsychological prevention and intervention
dc.subjectPerson-Centered Approach
dc.subjectphenomenological research
dc.subjectTerapia de Juego Centrada en el Niño
dc.subjectatención psicológica en línea
dc.subjectprevención e intervención psicológica
dc.subjectEnfoque Centrado en la Persona
dc.subjectinvestigación fenomenológica
dc.titleA experiência vivida de ludoterapeutas centradas na criança sobre atendimentos on-line
dc.typeTese
person.identifier.orcid0000-0001-8718-8533
puc.EscolaEscola de Ciências da Vida
puc.graduateProgramPsicologia
puc.undergraduateProgramNão se aplica

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