Territórios culturais como espaços educativos: o Museu Ferroviário e a área ferroviária da cidade de Araraquara-SP

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Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)

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As cidades, que tiveram o ápice de seu desenvolvimento a partir do impulso dado pela implantação de estradas de ferro, têm sua história e o seu território marcado pela presença de seus remanescentes, que transformaram sua dinâmica social, econômica, espacial e urbanística e o seu cotidiano, propiciando encontros, convívios, vivências e constituindo memórias individuais e coletivas. Hoje, porém, tais dinâmicas, modificadas pela desativação das linhas férreas, refletem o esquecimento e a dissonância urbana de espaços que se tornaram irrelevantes para as cidades e seus habitantes. Na cidade de Araraquara, o Museu Ferroviário “Francisco Aureliano de Araújo” e sua área ferroviária exemplificam este contexto. Assim, esta pesquisa tem como objetivo discutir possíveis ações de preservação e ativação do patrimônio ferroviário da cidade, a partir de ações de educação patrimonial, em especial, para repensar os usos da Estação Ferroviária e dos demais remanescentes ferroviários, possibilitando a discussão de novas formas de interpretação e apropriação dos espaços, de forma que, a partir dab participação social, ampliem-se as formas de transmissão deste patrimônio e de usos da área, tendo como premissa que o museu, em sua acepção contemporânea, pode vir a ser um potencializador desses processos. Adotou-se, numa primeira fase, o método histórico-crítico, com levantamento de dados históricos e técnicos, além de revisão bibliográfica e pesquisa documental. Na segunda fase, foi utilizado o método empírico, com levantamentos de campo junto ao Museu Ferroviário e áreas de propriedade da ferrovia, complementado pelo método de observação não participante – sem interação com pessoas – para o levantamento do funcionamento do museu e a realização de entrevistas. Espera-se como resultado contribuir para uma revisão dos parâmetros de exposição e atuação do museu, bem como oferecer diretrizes para o uso e ocupação da área ferroviária, baseadas em ações educativas e de gestão ativa do território, como formas de garantir a preservação do conjunto.
Abstract Cities that reached the peak of their development as a result of the impetus provided by the implementation of railways have their history and territory marked by the presence of their remnants, which transformed their social, economic, spatial, and urban dynamics and everyday life, fostering encounters, interactions, lived experiences, and the construction of individual and collective memories. Today, however, such dynamics, altered by the deactivation of railway lines, reflect the forgetting and urban dissonance of spaces that have become irrelevant to cities and their inhabitants. In the city of Araraquara, the “Francisco Aureliano de Araújo” Railway Museum and its railway area exemplify this context. Thus, this research aims to discuss possible actions for the preservation and activation of the city’s railway heritage, based on heritage education initiatives, especially to rethink the uses of the Railway Station and other railway remnants, enabling the discussion of new forms of interpretation and appropriation of spaces, so that, through social participation, the ways of transmitting this heritage and using the area may be expanded, having as a premise that the museum, in its contemporary understanding, can become a catalyst for these processes. In a first phase, the historical-critical method was adopted, involving the collection of historical and technical data, as well as a bibliographic review and documentary research. In the second phase, the empirical method was used, with field surveys conducted at the Railway Museum and in areas owned by the railway, complemented by the non-participant observation method—without interaction with people—for assessing the museum’s operation and conducting interviews. The expected outcome is to contribute to a revision of the museum’s exhibition and operational parameters, as well as to offer guidelines for the use and occupation of the railway area, based on educational actions and active territorial management, as ways to ensure the preservation of the ensemble.

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ALFONSETTI, Raquel Steluti. Territórios culturais como espaços educativos: o Museu Ferroviário e a área ferroviária da cidade de Araraquara-SP. 2026. 232 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Escola de Arquitetura, Artes e Design, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2026.

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